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Resenha Crítica: Casameto Suspeitoso

Casamento Nordestino

A obra do escritor paraibano Ariano Suassuna, O Casamento Suspeitoso, se aproxima da literatura de cordel e dos folguedos populares do nordeste, conta a história do casamento entre Geraldo e Lúcia e os interesses que o rodeiam.

Repleta de tramas, trata-se de uma comédia de costumes, onde o noivo, Geraldo, nem desconfia que Lúcia, sua futura esposa, se junta com a própria mãe Suzana e o amante Roberto Flávio, para armar as escuras um golpe do Baú. Porém, Dona Guida, mãe do noivo, não tão certa da índole da moça - e desconfiada da armação -, conta com a ajuda dos empregados para impedir que o casamento se realize. É através desta comédia que são revelados a moral e o caráter da personalidade humana, como por exemplo, a traição, a cobiça, a ingenuidade, a mentira, a luxúria e a ambição.
Seu texto cômico e interativo permite que o leitor tenha uma fácil percepção de sua temática.
A peça, escrita em 1957, estreou em 6 de janeiro de 1958 em São Paulo, no Teatro Bela Vista.

AMANDA DOS SANTOS


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Diferentes Perfis

Não é preciso de muito para perceber que as desigualdades socioeconômicas refletem no sistema de educacional brasileiro, principalmente quando analisamos os diferentes perfis dos alunos das escolas públicas e privadas de ensino em relação à construção de um futuro promissor.
Os estudantes da rede pública possuem uma visão de futuro limitada por conta dos diversos fatores que os cercam, como as dificuldades financeiras, moradias e instituições de ensino precárias, que fazem com que geralmente tais indivíduos não vejam chance de competir com os demais, e com isso almejam cargos e funções de baixo prestígio social como caixa de supermercado e vendedores, se contentando com o básico e suficiente para sobreviver.
Por outro lado, paralelamente a essa situação, os estudantes da rede privada que dispõem condições superiores como melhores condições educacionais e materiais tendem a crescer e desfrutar de melhores cargos profissionais como engenheiros, médicos e advogados, conquistando níveis sociais mais elevados.
Dessa forma, vemos de maneira clara, as disparidades entre tais alunos, onde as diferentes oportunidades influi de maneira direta na formação das bases estruturais e profissionais de nossa sociedade, podendo concluir que é necessário uma reforma nas bases educacionais para que a partir daí as desigualdades sociais e econômicas possam começar a diminuir e a nação possa crescer e desenvolver não só para os ricos mas para todos.


Alunos:Wellington Oliveira e Juliane Ferreira
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Resenha Crítica – Casamento Suspeitoso – Ariano Suassuna

Casamento Suspeitoso escrito em 1957 é obra do poeta e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, publicador de outras obras também consagradas como O auto da Compadecida e O santo e a porca.
O drama tem como temática a ambição, o casamento por interesse, se utiliza de uma linguagem popular e personagens e temáticas diversas em sua narrativa, com perfis típicos do nordeste o que além de aproximar o leitor também provoca humor.
A peça, tem como palco principal a casa da matriarca dona Guida, mãe de Geraldo noivo de Lúcia vinda da ‘cidade grande’ com sua mãe e seu amante, que tenta se casar com ele o mais rápido possível para aplicar o famoso ‘golpe do baú’, mas se depara com Cancão e Gaspar que tentam impedir o casamento, visando não só o bem do noivo, como também seus próprios interesses. No desenrolar da história várias situações e armações são tramadas que ora favorecia Lúcia ora favorecia Cancão e Gaspar o que traz momentos engraçados e um certo suspense ao público.
A leitura é simples, podendo ser lida por todos os perfis de leitores, conseguindo prender o mesmo do começo ao fim, sem causar monotomia, além de proporcionar lições e aprendizados, atendendo as expectativas esperadas.


Juliane Ferreira, aluna do 3° ano do ensino médio do Colégio da Polícia Militar PE
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Resenha Crítica – Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo Neto

Morte e Vida Severina, é a obra mais significativa do recifense João Cabral de Melo Neto (1920-1999), onde ele faz um elo entre a morte e a vida, através da figura de Severino, um morador do sertão que segue o percurso do rio em direção a cidade grande em busca de uma vida mais digna.
A obra tem início com a saída de Severino do interior para Recife possuindo sonhos e expectativas. Ao longo do percurso se depara com a morte através situações como enterros e velórios, ocasiões bem diferentes do que ele imaginava encontrar em seu percurso. Depois o personagem principal se depara com a vida através do nascimento de uma criança.
A temática pode ser vista no trecho: 'E se somos Severinos / iguais em tudo na vida, / morremos de morte igual, / mesma morte severina, / que é a morte de quem se morre / de velhice antes dos trinta, / de emboscada antes dos vinte, / de fome um pouco por dia / de fraqueza e de doença / é que a morte severina / ataca em qualquer idade / e até gente não nascida'. Além disso, o enredo possui linguagem coloquial e suas repetições e rimas que fazem com que o texto se torne mais rico, além de uniformizar a sonoridade textual.
Trazendo para os dias atuais, a temática do livro se mantém bem atual, uma vez que ainda hoje milhares de pessoas saem de sua cidade natal e migram para outras cidades em busca de melhores condições de sobre e se deparam com dificuldades semelhantes as de que Severino relata em seu percurso, vendo que a vida é severina em todos os lugares. Assim o autor consegue fazer essa a ponte entre a vida e da morte, fazendo com que o leitor reflita sobre os problemas vividos por essa gente.


Juliane Ferreira, aluna do 3° ano do ensino médio do Colégio da Polícia Militar PE
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Resenha crítica: Morte e Vida Severina.

Morte e Vida Severina narra a viagem de Severino; um retirante do sertão que insatisfeito com as dificuldades de sua terra, segue em direção ao Recife na procura de melhores condições de vida.

O autor João Cabral de Melo Neto constrói em sua obra uma ligação da vida e morte. A vida cansativa e desgastante, e a morte ocasionada pelos problemas sociais como fome, velhice rápida e pobreza, características presentes na vida de moradores do sertão que geralmente têm em comum o nome Severino.

O retirante cansado desses problemas, em uma tentativa de se prevenir da morte e ir em direção a um seguro vida, começa uma jornada à procura de novas expectativas seguindo o curso do Rio Capibaribe e indo em direção ao Recife. Ele encontra em seu caminho dois homens carregando um defunto, e vivencia mais uma vez a triste consequência de uma vida difícil no sertão.

Em seu trajeto, Severino se depara com a morte diversas vezes, notando que as dificuldades não tinham como tendência diminuir. Isso é confirmado com sua chegada em Recife, quando se depara com problemas parecidos de sua terra. Porém, em certo momento vivencia um nascimento. A criança nascia em meio a uma vida pobre, uma vida Severina, mas que mesmo assim deveria ser vivida.

A obra criada entre 1954 e 1955, reflete situações da atualidade em que pessoas a procura de uma vida melhor saem do sertão e vão para a cidade grande, nem sempre conseguindo o esperado, continuando assim em uma vida severa, uma vida de Severinos.

Aluna: Thalita Maria

Turma: G-2

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Resenha Crítica:Morte e VIda Severina

Morte e Vida Severina, é a mais popular obra de João Cabral de Melo Neto. Seu subtítulo "Auto de Natal pernambucano" tem inspiração nos autos pastoris medievais ibéricos.

O título engloba a mensagem que perpassa todo o poema. Com a mudança da ordem natural (primeiro a vida e depois a morte) para morte/vida o Autor já antecipa o tipo de tema que pretende descrever.O interessante ainda é peceber que o adjetivo “severina” vem de um nome proprio´”severino” muito comum no nordeste, utlizado no título pra descrever o tipo de vida(seca ,severa) que vivem os nordestinos.

Na parte inicial, o poema narra a peregrinação do protagonista em sua caminhada ainda no sertão e o seu encontro com a morte em diferentes ocasiões: dois homens carregam um defunto, numa rede, vítima de emboscada; o segundo encontro com a morte dá-se quando o retirante encontra o rio Capibaribe agonizando, intermitente em razão da seca; Severino segue viagem só para se deparar com um velório, onde se cantam excelências a um defunto. A partir desse momento, ocorre a reflexão sobre as razões de sua própria vida.
Chegando ao litoral, Severino encontra um lugarejo sem habitantes: todos foram enterrar um trabalhador-defunto — a morte é uma constante também na terra macia da Zona da Mata. No Recife, ouve dois coveiros discutindo sobre como faturar com a morte e aí resolve dar cabo da própria vida, atirando-se no rio.
Enquanto se prepara para morrer conversa com seu José Carpina, uma mulher anuncia que o filho deste "saltou para dentro da vida"(nasceu).
Se José tenta convencer Severino que ainda vale a pena lutar pela vida, mesmo que seja vida severina . Mas Severino não vê mais diferença entre vida e morte e lança a pergunta: que diferença faria se em vez de continuar tomasse melhor saída:a de saltar, numa noite, fora da ponte e da vida?

O Carpina diz que não sabe a resposta da pergunta feita, mas, melhor que palavras, o nascimento da criança podia ser uma resposta: a vida vale a pena ser defendida.

Severino é uma metáfora para nordestino, que na maioria das vezes sai do sertão acreditando que no Recife, ou outras cidades nas quais a seca é mais branda, a vida pode ser melhor, mas em todo percurso ele vai percebendo que a vida é Severina, independe do lugar, ou das condições climáticas.

AMANDA DOS SANTOS

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Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo neto, conta a história de um retirante que sai do sertão de Pernambuco em direção a cidade grande, Recife. A obra de 1954 ainda é bastante atual, pois ela serviu não só para compreender a sociedade da época em que foi escrita, mas ainda hoje é utilizada para a análise do êxodo rural.

Milhares de trabalhadores rurais não tendo mais condições de trabalho, seja por questões naturais ou tecnológicas, vão habitar as grandes metrópoles e contribuem para o aumento de favelas. A passagem do sertão para o litoral é entendida como uma viagem, saindo de uma paisagem seca, de um solo pouco produtivo para uma verde e de terra bastante produtiva.

A diferença do trabalhador da zona da mata para o trabalhador do sertão fica visível só na terra e na vegetação, pois eles têm algo em comum, a vida, a vida severina, dura, pesada, em que o perigo da morte está cada vez mais perto. Morte e vida, esse é o lema do retirante, tentando fugir da morte, indo ao encontro da vida. A vida procurada quase perdida, mas para um severino, um forte, ela vale a pena ser defendida.

JOSIKÉLIBE VIANA G2

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Resenha crítica: O Casamento Suspeitoso.

O Casamento Suspeitoso é um drama composto por personagens do típico perfil e costume popular nordestino.

Nessa obra, o autor Ariano Suassuna envolve um trágico acontecimento somado ao humor contido nas ações dos personagens, aproximando-se do estilo da literatura de cordel. O cenário é formado por Geraldo, noivo de Lúcia, moça que apenas deseja o casamento por interesse. Junto a sua mãe Susana e seu amante Roberto, seus planos sofrem intervenções dos amigos Cancão e Gaspar que buscam defender Geraldo das armações de sua noiva interesseira.

Utilizando uma linguagem livre, o autor compõe a obra com momentos narrativos, aplicando o humor nos diálogos dos personagens. A tensão no decorrer dos fatos é algo interessante, pois o mistério de qual lado irá vencer, o bem ou o mal, permanece em grande parte da história. Ora as armações de Lúcia tinham sucesso, ora as de Gaspar e Cancão também, construindo assim um suspense ao leitor.

Usando de espertos métodos, os dois amigos conseguem provar para Geraldo a verdadeira intenção de Lúcia, que antes conseguiu colocar seu noivo contra eles. Com isso, a moça fracassada, sua mãe e seu amante voltam para casa, e a amizade entre Cancão e Gaspar com Geraldo retorna.

A comédia em O Casamento Suspeitoso não é um estilo incomum da técnica de Ariano Suassuna, visto que o mesmo usa humor em várias outras obras. O desfecho é algo não tão inesperado, pois a história de dois rumos só tinha um a seguir, mas as confusões criadas proporcionam uma sensação divertida, pois a engraçada personalidade dos personagens e suas linguagens simples deixam o leitor a vontade.


Aluna: Thalita Maria

Turma: G-2

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Resenha critica : Morte e vida Serverina .

A obra Morte e vida Severina de João Cabral de Melo Neto foi escrita em 1954/55. A própria se divide em cenas que descrevem a peregrinação de Severino, trata-se do caminho ou fuga de morte.
Os versos do autor solicitam a consciencia desperta, o compromisso da leitura atenta, e oferecem em troca a imagem clara da vida que se desnunda exatamente como ela é. Ele deixa bem claro no livro que é uma das suas principais obras, a realidade pernambucana que dá énfase ao Severino que é maltratado pela seca, condenado a miséria mas que se remova a cada Severino que nasce.
O autor também mostra pontos que são positivos e de bastante importância para o homem, quando ele relata o nascimento de uma criança raquitica, prematura e franzina. Por essa razão ele percebe que todos nascem para viver numa " vida severina".
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analise critica: casamento suspeitoso

Os principais pecados do ser humano

Ariano Vilar Suassuna, é um poeta brasileiro romântico que nasceu na cidade da Paraíba, em 16 de julho de 1927. Uma de suas obras criada no ano de 1957, o casamento suspeitoso é um livro que mostra até que ponto uma pessoa pode ser tão ambiciosa de querer casar por interesse. Este é o caso da personagem Lúcia que com a ajuda da sua mãe e do seu amante quer dá o golpe do baú em Geraldo seu noivo. Mas canção e Gaspar assim que percebe a tentativa do golpe, decidem o alertar e ajudar a desmascarar Lúcia. Obtém uma linguagem que explora a literatura de cordel e o folclore nordestino.

Nessa literatura, existem pontos negativos e positivos, são eles respectivamente: mostra o lado da ambição, luxúria e da mentira do ser humano e até que ponto chega essa sede de ambição por querer alcançar seus objetivos, já o outro ponto é que explora mais o nosso lado nordestino e que no final nunca irá dá certo esses desejos por tanta riqueza.

Alexsandra Barbosa e Fernanda Caroline alunas do ensino médio, do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco.

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analise critica: Morte e Vida Severina

A vida é desafio : Do sertão para a cidade grande.

Primo de Manuel Bandeira e Gilberto Freire, o autor de morte e vida Severina tem o sangue de escritor. João Cabral de Melo Neto nasceu no Recife em 1920 e faleceu em 1999. Foi o mais importante poeta da geração de 45 e diplomata brasileiro.Hoje em sua homenagem existe um monumento na cidade de Recife.A pedido de Maria Clara Machado escreveu o “auto de natal pernambucano”, Morte e vida Severina, o poema mais popular de Pernambuco, escrito em meados de de 1957 para 1956.

O texto relata a história de um retirante de 20 anos que sai em buscas de melhores condições de vida, ou seja a historia de Severino, que sai do sertão e traça uma trajetória em busca de melhores condições na cidade grande guiado pelo rio Capibaribe. Severino é uma metáfora para nordestino, que na maioria das vezes sai do sertão acreditando em outras cidades nas quais a seca é mais branda, a vida pode ser melhor, mas em todo percurso ele vai percebendo que a vida Severina, independe do lugar. Ao longo dessa sua viagem Severino so se depara com a morte. Em seu caminho encontra dois homens (irmãos das almas) que carregam um defunto numa rede. Severino conversa com ambos e acontece uma denúncia contra os poderosos, mandantes de crimes.O rio-guia está seco e com medo de se extraviar, sem saber para que lado corria o rio, ele vai em direção de uma cantoria e dá com um velório. As vozes cantam excelências ao defunto, enquanto do lado de fora, um homem vai parodiando as palavras dos cantadores.. Cansado da viagem, Severino pensa em interrompê-la por uns instantes e procurar trabalho.Ele se dirige a uma mulher na janela e se oferece, diz o que sabe fazer. A mulher, porém é uma rezadeira. O retirante chega então à Zona da Mata e pensa novamente em interromper a viagem. Assiste, então, ao enterro de um trabalhador do eito e escuta o que os amigos dizem do morto. Por todo o trajeto e em Recife, ele só encontra morte e compreende estar enganado com o sonho da viagem: a busca de uma vida mais longa.Ele resolve se suicidar, como que adiantando a morte, nas águas do Capibaribe. Enquanto se prepara para o desenlace, conversa com seu José, mestre carpina, para quem uma mulher anuncia que seu filho havia nascido.Severino, então, assiste à encenação celebrativa do nascimento, como se fora um auto de Natal. Seu José tenta dissuadi-lo do suicídio.E quando Severino está para pular para fora da ponte da vida eis que a Vida renasce, através de um choro de menino.

Morte e Vida Severina mostra a realidade da muitos moradores do sertão nordestinho o personagem Severino sai de sua terra natal onde julga não valer a pena viver, em busca do que para ele é o lugar ideal. Esses moradores quando vem para a cidade grande criam tantas expectativas, mas depois vêem que a realidade é outra o que ocasiona uma decepção grande, muitos mas muitos mesmo não tem sorte de se suceder bem, nem precisando a enricar mas viver em condições melhores, por não terem uma qualificação ficam desempregados a partir daí é que vem o crescimento das favelas e muitos ainda moram na rua ao reeleito desse ponto vão buscar sobrevivência se debandado para o lado da violência, prostituição e humilhação, mendigando de um e outro para poder viver. Essa é a realidade dos sertanejos ate quando os órgãos governamentais tomarem uma providencia para diminuir essa desigualdade social, enquanto isso não acontece muitos “severinos” vão querer pular da monte. Enquanto uns tem muito e vive sua vida como se o mundo só girasse em torno dele, existe outros com pouco ou quase nada.


Alexsandra Lira e Fernanda Caroline , alunas do ensino médio, do Colégio da Polícia Militar de Pernambuco
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